As paisagens que habitamos hoje são o resultado de longas histórias de interação entre humanos, plantas e animais. Em Imperatriz, os sítios arqueológicos revelam que a floresta é também uma construção cultural, moldada por populações indígenas ao longo de séculos por meio do manejo, cultivo e circulação de espécies.
Plantas como a mandioca, o milho, amendoim e palmeiras babaçu, associadas à ação de animais, dispersores, integraram sistemas agroflorestais que garantiram a subsistência e a permanência desses grupos no território. Esses espaços foram continuamente ocupados e transformados, configurando paisagens e lugares significativos.
A Exposição Território de Memórias ocorreu durante a programação do Abril Indígena 2026, composta por fotos e elementos voltados à construção da floresta, vestígios do passado e práticas alimentares que permanecem vivas no cotidiano das populações atuais. Como as reconstituições dos vasilhames cerâmicos utilizadas para a preparação dos alimentos.
Esta Exposição convida o público a reconhecer Imperatriz como território onde o passado persiste no presente, inscrito tanto na terra quanto nas tecnologias que ainda hoje moldam nossas formas de viver.
Referencial Bibliográfico:
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